Categoria realizou uma paralisação de advertência e cobra da gestão municipal avanços na campanha salarial, isonomia no auxílio-alimentação e reajustes para aposentados que aderiram ao PDV e ao PDVE
O radialista Manoelito Puentes manifestou indignação diante da situação enfrentada pelos trabalhadores da educação da rede municipal de Ilhéus e criticou a falta de diálogo da administração do prefeito Valderico Júnior com a categoria.
Nesta sexta-feira, 31 de julho, profissionais da educação participaram de uma paralisação de advertência organizada pela APPI/APLB. O ato aconteceu em frente à sede da Prefeitura de Ilhéus e buscou pressionar o Executivo municipal a solucionar pendências da campanha salarial.
Entre as principais reivindicações está a conclusão das negociações relacionadas ao auxílio-alimentação. Segundo o sindicato, o princípio da isonomia teria sido desrespeitado após a Prefeitura firmar um acordo sobre o benefício com apenas uma entidade sindical, embora o assunto envolvesse outras categorias.
Os trabalhadores também cobram a concessão dos reajustes salariais aos aposentados e aposentadas que aderiram ao Programa de Demissão Voluntária, o PDV, e ao Programa de Desligamento Voluntário Especial, o PDVE. A entidade sindical afirma ainda que vinha solicitando reuniões, mas não recebia respostas suficientes da comissão responsável pelas negociaçõe.
Para Manoelito Puentes, a falta de diálogo demonstra uma preocupante ausência de sensibilidade com uma das classes mais importantes da sociedade.
“É lamentável que a educação não esteja recebendo a atenção e o respeito que merece. Os trabalhadores da educação são responsáveis pela formação das nossas crianças, dos nossos jovens e de todos os profissionais que ajudam a construir a sociedade.
Quando chega o meio-dia, chega para todos. Os professores, servidores, aposentados e demais trabalhadores da educação também possuem famílias, compromissos e necessidades. Não é aceitável que reivindicações legítimas sejam tratadas como uma disputa, uma queda de braço ou uma simples questão política.
A categoria não está pedindo privilégios. Está cobrando respeito, dignidade, valorização profissional e o cumprimento dos seus direitos.
A Bíblia ensina que cada pessoa colherá aquilo que semear. Por isso, precisamos refletir sobre o futuro que estamos construindo para a juventude de Ilhéus. O que nossos jovens poderão colher quando a educação e seus profissionais não são tratados como prioridade?
Sem diálogo, valorização e investimento na educação, não há abertura de novos horizontes. Sem uma educação de qualidade, não conseguimos preparar adequadamente nossos jovens para o futuro. Nenhuma cidade, estado ou país alcança verdadeiro desenvolvimento sem reconhecer a importância dos seus educadores.
Esperamos que o prefeito Valderico Júnior e sua equipe tenham a sensibilidade e a responsabilidade de sentar à mesa com os representantes da categoria, ouvir as reivindicações e apresentar soluções concretas.
Respeito, dignidade e diálogo são o mínimo que os trabalhadores da educação esperam de qualquer gestor público.
A educação não pode ser tratada com indiferença. Senhor prefeito, respeite os trabalhadores e as trabalhadoras da educação de Ilhéus.”
Manoelito Puentes
Radialista, DRT 6455/BA
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