Fala Manoelito
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ILHÉUS: PRESSÃO PELA CEI DA MERENDA CRESCE, E GOVERNO VALDERICO TEME REVÉS NA CÂMARA

A crise da merenda escolar em Ilhéus ganhou um novo capítulo — e, desta vez, o problema saiu definitivamente dos corredores da Prefeitura e chegou com força ao plenário da Câmara de Vereadores.

Durante sessão legislativa, o vereador Maurício Galvão afirmou que a oposição irá apresentar pedido para instaurar uma CEI — Comissão Especial de Inquérito — com o objetivo de investigar os contratos da merenda escolar no município.

“Nós iremos entrar com o pedido para instaurar a CEI para investigar os contratos da merenda escolar de Ilhéus. Temos denunciado desde o início e mostrado as irregularidades desse processo, assim como a falta da merenda nas escolas”, declarou o vereador.

Maurício também criticou a forma como a gestão municipal vem conduzindo as contratações na área da alimentação escolar.

“Desde o início do ano passado o governo municipal está contratando empresas sem licitação, com valores absurdos e sem transparência”, completou.

A fala aumenta a pressão sobre a base do prefeito Valderico Júnior, do União Brasil, em um momento em que a insatisfação popular parece ter ultrapassado os limites das redes sociais e das rodas de conversa.

O que antes era visto apenas em manifestações de rua, agora também aparece em centenas de grupos de WhatsApp, publicações no Instagram, comentários de moradores e mensagens enviadas a veículos de comunicação. A população quer explicações. Quer transparência. E, principalmente, quer saber por que um tema tão sensível como a alimentação dos estudantes virou alvo de denúncias, reclamações e investigação.

Nas ruas, o clima também já dá sinais de desgaste político. Nesta terça-feira, na Rua Marquês de Paranaguá, o vereador e professor Gurita foi hostilizado por alguns transeuntes.

É importante registrar: a hostilidade pessoal não é o caminho. Gurita é um homem sério, professor respeitado e sempre teve uma relação de carinho com a população. A crítica política é legítima. A cobrança pública também. Mas o desrespeito pessoal não contribui com o debate.

Ainda assim, o episódio revela algo que o governo parece não querer enxergar: a péssima avaliação da gestão Valderico Júnior já começa a respingar até em vereadores que, historicamente, sempre foram tratados com respeito pelo povo.

O desgaste do prefeito virou um peso político. E há quem diga, nos bastidores, que até lideranças e deputados que antes faziam questão de aparecer ao lado da gestão agora têm evitado vincular suas imagens ao governo municipal. Coincidência ou cálculo político?

Hoje, a oposição conta com cinco vereadores fora da base do prefeito. Para que a CEI seja aberta, são necessárias sete assinaturas. Ou seja: faltam apenas dois votos.

E é justamente aí que mora o temor do governo.

Segundo informações de bastidores, alguns vereadores vivem um dilema: se não assinarem o pedido de investigação, podem sofrer desgaste direto com a população; se assinarem, podem sofrer retaliações políticas da gestão municipal.

É a velha escolha entre ficar ao lado do povo ou preservar espaço no governo.

A possível CEI da Merenda pode se transformar no maior revés político da gestão Valderico Júnior até aqui. Afinal, não se trata de um tema qualquer. Estamos falando da alimentação de crianças e adolescentes da rede municipal de ensino.

Quando a merenda falta, quem sente primeiro é o aluno.

Quando o contrato é questionado, quem tem o dever de explicar é o poder público.

Quando há suspeita, denúncia e pressão popular, quem deve fiscalizar é a Câmara.

A pergunta agora é simples:

Quais vereadores terão coragem de assinar a CEI da Merenda?

E quais vão preferir se esconder do povo para proteger o governo?

Ilhéus assiste. A população cobra. E a Câmara será obrigada a escolher de que lado está.

Quando o público e o privado começam a se confundir em Ilhéus.

O que causa estranheza nessa situação não é a realização dos eventos em si, porque esporte, lazer e movimento são importantes para a cidade. A questão é outra: a Rádio Gabriela FM existe há cerca de 38 anos e, até onde chega meu conhecimento, nunca teve um histórico de grandes campanhas sociais, ações solidárias permanentes ou iniciativas voltadas diretamente para atender à população mais vulnerável. E olha que necessidades não faltaram!

Ainda assim, nos últimos meses, vimos eventos executados em nome da Gabriela FM contando com forte participação da estrutura pública. Um exemplo foi o Circuito Gabriela, anunciado antes da posse e executado depois já utilizando estrutura da Prefeitura. Mais recentemente, aconteceu a Corrida Gabriela FM Sunset Run, no sábado passado, com uma estrutura considerada grandiosa, incluindo apoio e patrocínio de empresas que possuem contratos com a administração municipal.

Por isso, soa no mínimo desconfortável ver uma estrutura pública sendo colocada à disposição com tanto empenho para atender interesses ligados a um grupo privado de comunicação, enquanto tantas demandas essenciais da cidade continuam sem solução.

O debate não é sobre ser contra esporte ou eventos. É sobre coerência, prioridade, transparência e responsabilidade com aquilo que pertence à coletividade.

Créditos  : Soraya Lisboa

REFLEXÃO

 A merenda escolar nunca foi apenas comida servida em um prato.

Ela representa dignidade, cuidado, acolhimento e oportunidade para milhares de crianças que chegam à escola carregando sonhos, dificuldades e, muitas vezes, a esperança de encontrar ali o alimento mais importante do dia.

As recentes denúncias investigadas pela Polícia Federal sobre supostas irregularidades em contratos da merenda escolar em Ilhéus causam indignação, tristeza e um profundo sentimento de vergonha coletiva. Segundo as investigações, há suspeitas de direcionamento contratual, conluio entre empresas e possível superfaturamento em contratos milionários destinados à alimentação de estudantes da rede pública.

Quando surgem suspeitas envolvendo recursos da educação, não estamos falando apenas de números, planilhas ou contratos administrativos. Estamos falando de crianças. Estamos falando de famílias humildes. Estamos falando do futuro de uma cidade inteira.

É impossível não lamentar profundamente que, mais uma vez, Ilhéus apareça nos noticiários nacionais associada a escândalos, operações policiais e suspeitas de corrupção. Uma terra tão rica em cultura, história, inteligência e potencial humano não merece ser protagonista de páginas negativas. Ilhéus precisa voltar a ocupar espaço pelas conquistas da sua educação, pelo desenvolvimento social, pela geração de oportunidades e pelo orgulho do seu povo.

Nenhuma sociedade evolui quando a infância é negligenciada.
Nenhuma cidade cresce de verdade quando falta transparência na aplicação do dinheiro público.

E nenhum projeto de futuro será sólido enquanto a população continuar convivendo com a sensação de impunidade e repetição dos mesmos erros.

A escola deve ser um ambiente de esperança. A merenda escolar deve significar nutrição, proteção e incentivo à permanência dos alunos em sala de aula. Combater a evasão escolar exige responsabilidade, investimento sério, gestão eficiente e compromisso humano com cada estudante.

O povo de Ilhéus está cansado.
Cansado de escândalos.
Cansado de notícias que ferem a autoestima da cidade.

Cansado de ver sonhos coletivos interrompidos por práticas que precisam ser rigorosamente investigadas e esclarecidas dentro da lei e do devido processo legal.


Mais do que apontar culpados antecipadamente, este é um momento de reflexão profunda sobre qual cidade queremos construir para as próximas gerações. O dinheiro público precisa ter destino sagrado quando se trata de educação. Porque mexer com a merenda escolar é atingir diretamente a parte mais sensível da sociedade: nossas crianças.

Ilhéus tem força para superar esse capítulo.

Tem capacidade para reconstruir sua credibilidade.

Tem inteligência coletiva para transformar indignação em mudança.

Chegou a hora de dizer basta à cultura do atraso, da irresponsabilidade e da banalização do sofrimento social. Precisamos defender uma educação que produza altos índices de aprovação, oportunidades reais, valorização dos professores, escolas estruturadas e crianças motivadas a permanecer estudando.

O futuro de uma cidade começa dentro da sala de aula.

E cuidar da merenda escolar é, acima de tudo, cuidar do amanhã.

 

Magno Lavigne 
Advogado

Liminar impede que prefeito de Ilhéus altere cores de prédios públicos

 

Os conselheiros que compõem a 2ª Câmara do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia, na sessão desta quarta-feira (13/05), ratificaram a medida cautelar deferida – de forma monocrática – pelo conselheiro Plínio Carneiro Filho e determinaram que o prefeito de Ilhéus, Valderico Luiz dos Reis Júnior, se abstenha de realizar pinturas e requalificações de bens públicos com a cor azul, em desacordo com as cores oficiais previstas na Lei Orgânica do município.

A decisão foi tomada após análise de denúncia apresentada pelo vereador Vinícius Rodrigues de Alcântara Silva, que apontou supostas irregularidades na utilização predominante da cor azul em praças, muros, fachadas de prédios públicos e materiais institucionais da prefeitura, em substituição às cores oficiais, predominantes na bandeira do município – vermelho, amarelo e verde – estabelecidas no artigo 9º da Lei Orgânica Municipal.

Segundo a denúncia, a adoção da cor azul estaria associada à identidade visual utilizada durante a campanha eleitoral do atual gestor e ao partido político ao qual ele é vinculado, configurando possível prática de autopromoção com uso de recursos públicos, em afronta ao princípio da impessoalidade. Apontou também possíveis danos ao erário com a abertura de Pregão Eletrônico nº 25/2025, no montante estimado em R$14 milhões, voltado à confecção de materiais gráficos para a gestão municipal como chaveiros, canetas e bonés personalizados com uso da nova cor.

Ao fundamentar a sua decisão, o conselheiro Plínio Carneiro Filho, afirmou que, em uma análise preliminar da matéria, há a probabilidade do direito invocado em face dos vícios apontados na utilização de cor não oficial associada ao partido político do prefeito; e perigo de dano no prosseguimento da prática, que, a priori, encontra-se em desacordo com a legislação vigente. Foi determinado à Administração que – no prazo máximo de 60 dias – regularize a situação das pinturas externas dos imóveis públicos em cor não oficial.

Outra cautelar – Na última quarta-feira (06/05), os conselheiros da 2ª Câmara do TCM já haviam ratificado uma outra medida cautelar e determinado ao prefeito de Ilhéus, Valderico Luiz dos Reis Júnior, que se abstenha de utilizar a identidade visual adotada pela gestão municipal em substituição ao brasão oficial do município. A decisão foi tomada no âmbito da denúncia também apresentada pelo vereador Vinícius Rodrigues de Alcântara Silva, que apontou supostas irregularidades no uso de logomarca criada pela atual administração, com predominância da cor azul, em desacordo com a Lei Orgânica Municipal.

FALTA DE ARTICULAÇÃO TERÁ RESULTADO PÍFIO NESTA ELEIÇÃO

O momento é grave. Ilhéus é uma nau sem rumo, política e administrativamente. Falta ao menino da rádio competência para a gestão, além de competência política, por absoluta falta de articulação.

O governo é uma verdadeira colcha de retalhos: secretários estrangeiros, nomeados que não comparecem ao trabalho, negociações das mais diversas e tanta gente incompetente e incapaz de prestar um bom serviço que até secretários competentes, como Sonilda Melo e Paulo Ganem, acabam sendo prejudicados. Até o departamento jurídico perde ação contra um vereador. Ufa...

Não bastasse isso, temos agora uma grande novidade: a criação da Micareta de São João. Em discurso para uma plateia seleta, formada por poucas pessoas da Prefeitura e meia dúzia de gatos-pingados da imprensa, o menino da rádio enfatizou não ter recursos do Governo do Estado para a Micareta de São João, mesmo, segundo ele, tendo colocado a solicitação na plataforma do governo estadual.

Todavia, o índio de Olivença, governador Jerônimo Rodrigues, e a pasta comandada por Bacelar, amigo do deputado ilheense Magno Lavigne — e que, quando Ilhéus tinha Secretaria de Turismo, apoiava festas populares nas datas tradicionais, sem a existência de micaretas de São João — apoiaram integralmente as ditas festas.

O menino, como sempre, politiza uma situação que deveria gerar emprego, renda, ocupação de hotéis, passageiros no aeroporto e a vinda de turistas para a nossa cidade, além, claro, da participação e da alegria do nosso povo.

Isto posto: “não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe. Tudo na vida passa, até coisa ruim.”

A força vem do interior.
Manoelito Puentes, DRT: 6455

Entre a promessa e o abandono, os morros voltam a pagar a conta

 A inovação anunciada ainda não alcançou os morros. Sem execução, o que se vende como novo apenas prolonga velhos problemas._

 

Existe um limite para o discurso quando ele deixa de dialogar com a realidade. Nos morros e altos de Ilhéus, esse limite já foi ultrapassado. O que se vê hoje não é apenas a ausência de um programa novo, mas a interrupção de políticas que, com falhas, ainda assim produziam efeito concreto na vida das pessoas. A substituição de ações estruturadas por promessas ainda não materializadas criou um vazio e esse vazio tem consequência direta, o retorno do risco, da precariedade e da sensação de abandono.

É preciso reconhecer que experiências anteriores entregaram resultados mensuráveis. Houve intervenção, presença e algum nível de resposta às demandas históricas dessas áreas e isso elevou qualidade de vida de quem vive nos morros. O problema atual não é apenas a falta de inovação, mas a escolha de interromper o que funcionava sem garantir uma transição real. Ao fazer isso, a gestão atual não só deixou de avançar, como permitiu um retrocesso evidente.

O chamado “Viva o Morro 2.0” se tornou um símbolo dessa contradição. O nome sugere atualização, avanço, ruptura com práticas antigas. Mas, na prática, o que se observa é paralisia. Dois anos de governo não produziram evidências suficientes de que essa inovação saiu do papel. E política pública que não se concretiza não é projeto, é expectativa frustrada.

A questão central não é apenas cobrar que o novo programa comece, mas exigir que ele faça jus ao que foi prometido. Inovar, nesse contexto, não pode significar apenas reformular discurso ou identidade visual. Inovação, para quem vive nos altos, precisa chegar em forma de contenção de encostas, drenagem, mobilidade, segurança e presença contínua do poder público. Sem isso, qualquer tentativa de reposicionar a narrativa esbarra na evidência mais simples: a vida real não

A atual gestão ainda tem tempo de corrigir o rumo, mas não pode continuar operando no campo da promessa. A cidade, especialmente suas áreas mais vulneráveis, não precisa de novos nomes. Precisa de ação consistente, continuidade e responsabilidade. Porque, nos morros de Ilhéus, o problema nunca foi falta de diagnóstico. É falta de execução.

Por: Professor Emenson Silva

O COLETE OU CALOTE? CONGRESSO QUER IMPOR MAIS ESTE CUSTO AOS MOTORISTAS

 Por Gilson Nascimento

O trânsito brasileiro caminha para mais uma “inovação de segurança viária” que, sob um olhar atento, assemelha-se a um arranjo comercial disfarçado. O Projeto de Lei nº 282/2026, de autoria do Deputado Defensor Stélio Dener (Republicanos-RR), pretende alterar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para tornar o colete de segurança retrorrefletivo um item obrigatório em veículos novos e de uso compulsório em situações de imobilização na via.

Embora a justificativa oficial se baseie na “preservação da vida” e em “práticas internacionais”, a proposta ignora a realidade de um país onde a carga tributária sobre o motorista é asfixiante e a contrapartida estatal em infraestrutura é cronicamente ineficiente.

A proposta evoca memórias amargas. O motorista brasileiro já assistiu a novelas semelhantes: quem se lembra dos Estojo de primeiros socorros? Obrigatório e depois descartado; Dos Extintor de incêndio ABC? Exigido sob pena de multa e, posteriormente, tornado facultativo para veículos de passeio. E dos Simuladores em Autoescolas? Impostos como etapa obrigatória e depois revogados.

Todas essas medidas compartilham um DNA comum: transferem a responsabilidade da segurança para o indivíduo e geram lucro para setores específicos da indústria. A implementação dessa nova obrigatoriedade para uma frota que supera os 110 milhões de veículos no Brasil gera um impacto econômico imediato.

Estima-se que a movimentação financeira para a aquisição de coletes certificados pelo INMETRO possa ultrapassar a marca de R$ 2 bilhões. Este cenário levanta suspeitas recorrentes na opinião pública sobre o favorecimento de setores industriais específicos, o que mina a credibilidade das instituições de trânsito e mais uma vez do Congresso Nacional.

Enquanto o Legislativo foca em acessórios, o Judiciário segue condenando o Estado por sua omissão. Precedentes recentes reafirmam que a responsabilidade civil do Estado por acidentes causados por buracos ou falta de sinalização é objetiva. Um exemplo emblemático vem do Tribunal de Justiça do Paraná, que condenou o ente público ao pagamento de danos morais e materiais em razão de acidente decorrente da falha na prestação do serviço de conservação e segurança viária.

A segurança viária, nos termos do Art. 144, § 10 da Constituição Federal, compreende um tripé: educação, engenharia e fiscalização. O PL 282/2026, do Nobre Deputado Republicano, contudo, foca exclusivamente na fiscalização e na punição, ignorando os pilares da engenharia e da educação. Obrigar o uso de um colete em uma rodovia sem acostamento, repleta de buracos e sem iluminação é como oferecer um guarda-chuva a quem está no meio de um naufrágio. Antes de impor novos custos ao cidadão, o Congresso Nacional deveria se debruçar sobre leis que garantam, efetivamente, a proteção da vida através de estradas dignas, pautando a segurança viária por evidências científicas e análises de custo-benefício transparentes.

Embora o colete refletivo seja, inegavelmente, um item de segurança valioso, sua imposição legal não pode ser um fim em si mesma; deve ser acompanhada de campanhas educativas que priorizem a mudança de comportamento em detrimento da mera sanção pecuniária. O desafio do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) reside, portanto, em equilibrar a urgência na redução de mortes com a razoabilidade regulatória, assegurando que a segurança viária seja um direito garantido pelo Estado e não um fardo financeiro imposto ao motorista sem o devido respaldo técnico e infraestrutural.

Gilson Pedro Nascimento de Jesus – Coordenador Técnico Regional do Detran-Ba, Policial Militar da Reserva, Bacharel em Administração, Bacharelando em Direito, Especialista em Mobilidade Urbana e Trânsito , Pós-graduando em Direito e em Administração Pública e Perito em Acidentes de Trânsito.

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