Fala Manoelito
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Escolher um menino para cuidar de uma cidade pode parecer divertido no começo. Até a população descobrir que prefeitura não é palco, mandato não é brinquedo e governar exige muito mais do que aparecer




Após 55 anos de serviços prestados à saúde da população de Ilhéus, especialmente aos pacientes que dependem do atendimento público, a COTI — Clínica Ortopédica e Traumatológica de Ilhéus — teve suas atividades encerradas, em uma decisão que vem gerando questionamentos e preocupação entre pacientes e setores da sociedade.


A medida provoca dúvidas, principalmente diante da ausência, até o momento, de informações amplamente divulgadas sobre um planejamento para garantir a continuidade dos atendimentos que eram realizados pela clínica.


Entre os principais questionamentos está a situação dos pacientes que já tinham consultas, sessões de fisioterapia e outros procedimentos previamente agendados. Como essas pessoas serão atendidas? Os serviços serão transferidos para outras unidades? Haverá estrutura suficiente para absorver a demanda?


Também causa preocupação a forma como o encerramento teria ocorrido, sem que a população tivesse conhecimento prévio de um plano detalhado para evitar possíveis prejuízos aos usuários do serviço.


Diante desse cenário, surgem perguntas que precisam ser respondidas pelo poder público:


Qual foi o real motivo para o encerramento das atividades da COTI?


Qual é o planejamento para garantir a continuidade dos atendimentos?


Como ficarão os pacientes que já tinham consultas, fisioterapia e outros procedimentos marcados?


Haverá interrupção ou transferência desses serviços para outras unidades?


A estrutura disponível atualmente é suficiente para atender toda a demanda que era absorvida pela COTI?


O município pretende divulgar uma nota oficial esclarecendo a população?


O encerramento de uma instituição que, segundo relatos, possui mais de cinco décadas de atuação na área da saúde não pode deixar como consequência incertezas justamente para quem mais precisa do serviço.


Independentemente das razões administrativas ou políticas que tenham levado à decisão, é fundamental que o município apresente esclarecimentos e, principalmente, um plano concreto para assegurar que nenhum paciente fique sem atendimento.


A população de Ilhéus merece transparência, planejamento e respeito.


Em meio a tantas dúvidas, uma certeza precisa existir: a saúde pública não pode ser prejudicada por falta de planejamento.


Manoelito Puentes 

DRT 6455

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