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Mostrando postagens de abril, 2026

Sesab afirma que não há dívida de R$ 7 milhões com a Prefeitura de Ilhéus e aponta inconsistências em planilha divulgada pelo município

 É falsa a informação de que a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) deve R$ 7 milhões à saúde de Ilhéus. A Sesab reitera que a narrativa apresentada pelo município não encontra respaldo nos registros financeiros do Estado, e os pagamentos realizados ao município podem ser consultados no site www.transparencia.ba.gov.br. A informação precisa ser devidamente esclarecida pela própria gestão municipal, especialmente diante de inconsistências evidentes na planilha divulgada.

 

Chama atenção, de forma objetiva, a duplicidade de lançamentos referentes ao SAMU 192 e a tentativa de atribuir ao Estado valores que não correspondem a obrigações financeiras estaduais. Diante dessas inconsistências, causa estranheza que uma planilha com evidente fragilidade técnica seja utilizada para sustentar publicamente uma acusação contra o Governo do Estado.

 

A equipe do Fundo Estadual de Saúde permanece à disposição da área financeira da Prefeitura de Ilhéus para prestar os esclarecimentos necessários, confrontar informações, verificar eventuais dúvidas administrativas e orientar o município quanto aos fluxos corretos de apuração, solicitação e comprovação. O Governo do Estado atua com responsabilidade fiscal, transparência e respeito institucional, mas não pode reconhecer como dívida valores apresentados sem lastro técnico, sem detalhamento adequado e com claros indícios de inconsistência.

 

Ao mesmo tempo, é importante registrar que Ilhéus possui pendências financeiras com a Policlínica Regional de Saúde, que somam R$ 1.853.892,70. Os débitos municipais estão distribuídos da seguinte forma: R$ 208.837,76 referentes a novembro e dezembro de 2023, R$ 1.021.838,66 referentes ao período de setembro a dezembro de 2024, R$ 290.055,76 referentes a abril de 2025 e R$ 333.160,52 referentes a março de 2026. Desde a inauguração da Policlínica, cerca de 20% da população de Ilhéus já foi atendida no equipamento. Mesmo diante dessa inadimplência, os residentes de Ilhéus seguem sendo atendidos regularmente, sem bloqueio de acesso e sem interrupção do cuidado.

 

O compromisso do Governo da Bahia com Ilhéus está demonstrado na prática. O município conta com o Hospital Regional Costa do Cacau, unidade estadual de alta complexidade, referência em neurocirurgia, traumatologia e ortopedia. Conta também com o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, equipamento estratégico para a assistência materno-infantil e para o atendimento especializado aos povos originários. Além disso, tem acesso à Policlínica Regional de Saúde, que oferta consultas especializadas, exames de média e alta complexidade e pequenos procedimentos cirúrgicos para Ilhéus e municípios da região.

 

Além da rede estadual instalada, a Sesab mantém 111 servidores estaduais cedidos à Prefeitura de Ilhéus para atuação na Atenção Primária, área de responsabilidade municipal. Trata-se de uma cooperação concreta, permanente e essencial para o funcionamento da rede local, ainda que muitas vezes não reconhecida pela gestão municipal.

Praga do cacau e cupuaçu: Nova suspeita de monilíase é investigada no interior do Acre

 Indícios foram foram detectados em propriedade rural em Marechal Thaumaturgo, que passou por vistoria do Idaf na segunda-feira (20). Equipe coletou amostras da fruta para análise.


Um novo caso suspeito de monilíase está sendo investigado em uma propriedade rural na comunidade Foz do Arara, em Marechal Thaumaturgo, no interior do Acre. Segundo o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre, a equipe técnica do órgão foi até o local na última segunda-feira (20) após a identificação de indícios da doença em frutos de cupuaçu.

De acordo com o órgão, a suspeita surgiu depois que um técnico agrícola do município observou alterações na coloração de um fruto e sinais compatíveis com a praga. Amostras precisaram ser coletadas na propriedade e encaminhadas para análise laboratorial, que deve confirmar ou descartar a presença da doença.

A chefe do Departamento Tático de Ações Vegetal e Florestal do Idaf, Waldirene Gomes, ressaltou que ainda não há confirmação do caso. Em 2021, a cidade de Cruzeiro do Sul, também no interior do estado, se tornou a primeira do país a confirmar um registro de monilíase no país.

“Neste momento, trata-se apenas de uma suspeita. Havendo confirmação, todas as medidas fitossanitárias emergenciais serão adotadas para conter a praga no município”, explicou.

Ainda de acordo com o Idaf, para tentar conter o avanço da doença, é feito o monitoramento das áreas com o objetivo de eliminar focos quando identificados, além de orientar produtores e moradores sobre como proceder em casos suspeitos.

O órgão também mantém fiscalização na BR-364, na região do Rio Liberdade, para evitar a circulação de materiais que possam espalhar a praga para outras localidades.

Além disso, em janeiro deste ano, o Acre recebeu mais de R$ 2,2 milhões do governo federal para reforçar as ações de prevenção e combate à monilíase no estado. O repasse foi oficializado no dia 8 daquele mês, conforme publicação no Diário Oficial da União (DOU).

Os recursos são destinados a medidas de vigilância fitossanitária, monitoramento e controle da doença.

Do total, parte do valor é voltada para a compra de veículos, embarcações e equipamentos usados nas ações em campo. O restante deve ser aplicado no custeio de materiais, capacitação de equipes e despesas operacionais, como combustível e diárias.

Monilíase

A monilíase é considerada uma das principais ameaças à produção de cacau na região amazônica. O primeiro foco da doença no Brasil foi identificado em 2021, no Acre, e isso foi o que levou à adoção de medidas.

A doença afeta, principalmente, plantas do gênero Theobroma, como o cacau (Theobroma cacao L.) e o cupuaçu (Theobroma grandiflorum), causando perdas na produção e uma elevação nos custos devido à necessidade de medidas adicionais de manejo e aplicação de fungicidas para o controle da praga.

A disseminação pode ocorrer de forma natural, por meio do vento, da chuva e de insetos, mas também está relacionada à ação humana, especialmente com o transporte de frutos, sementes, mudas e até objetos contaminados.

Essa é uma doença que atinge somente as plantas hospedeiras do fungo, sem riscos de danos à saúde humana.

O Ministério alerta que, devido ao seu potencial de danos às culturas, “é de fundamental importância a notificação imediata de quaisquer suspeitas de ocorrência da praga nas demais regiões do país às autoridades fitossanitárias locais.”

Na América do Sul, a praga já está no Equador, Colômbia, Venezuela, Bolívia e Peru.

Fonte: G1

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